Diana Aquino, Grupo Aquinos: ‘O consumidor final está mais exigente e pede produtos diferentes ou exclusivos’

No ano em que o Grupo completa 36 anos de atividade, partilhamos uma entrevista de Diana Aquino, administradora e representante da 2.ª geração de gestores desta estrutura empresarial familiar, que se orgulha de procurar conciliar crescimento com preservação de identidade.

Uma conversa que mantém a atualidade, onde a empresária e membro da Rede Mulher Líder fala do que tem sido a estratégia de crescimento do Grupo, sediado em Tábua, e que detém um papel chave nas dinâmicas de emprego locais. ‘Somos o maior empregador privado da região Centro e há muitas famílias que dependem da Aquinos’, explica a gestora, que recorda também como entrou na empresa.

‘Este era o percurso natural para mim, vir trabalhar para o Grupo Aquinos. Já tinha definido o meu caminho por volta dos meus 11 anos. Licenciar-me em economia, trabalhar numa marca do grande retalho e depois integrar-me na fábrica. Não apareceu nada que me fizesse mudar de ideias’, afirma Diana Aquino, que acompanhou a expansão da marca, que exporta atualmente para 38 países dos cinco continentes.

‘O nosso ponto forte é o design, o conforto e a capacidade de dar uma resposta rápida aos nossos clientes. Temos uma forte flexibilidade e facilidade em mudar características nos produtos e rapidamente colocá-los na produção de acordo com os pedidos dos clientes’, explica.

Este é um dos fatores de competitividade em que o Grupo tem apostado, a par da verticalização do processo produtivo, que tornou viável o controlo de toda a cadeia de valor do produto.

Questionada sobre os obstáculos à liderança feminina nas empresas, Diana Aquino considera que as mulheres têm uma aptidão natural para a gestão. ‘Acho que faz parte da nossa biologia, do nosso ADN’, afirma.

E o Grupo Aquinos tem sido uma boa base para confirmar essa ideia. ‘A maior parte das chefias intermédias e quadros são do sexo masculino, por isso decidimos fazer uma experiência piloto e tentar aumentar a percentagem de mulheres em chefias intermédias e quadros, com base no desempenho, avaliação e disponibilidade da pessoa. E tem dado resultado. Não se trata aqui de valorizar o sexo feminino em detrimento do sexo masculino. Trata-se de promover a diversidade, a inclusão e a igualdade”, conclui a empresária.


Aceda aqui à versão integral da entrevista publicada na revista Pontos de Vista: