Produtores de ostras da Culatra querem compromissos para a sustentabilidade

Com o projeto de uma nova embarcação para a comunidade de viveiristas da Culatra, totalmente movida a energia solar, é dado mais um importante passo no processo de descarbonização da Ria Formosa, no Algarve. Quem o afirma é Sílvia Padinha, uma das produtoras locais de ostras, presidente da direção da Associação de Moradores da Ilha da Culatra (AMIC), e também membro da Rede Mulher Líder, que considera ‘a luta pela sustentabilidade do ecossistema como uma prioridade, que deve ser partilhada por todos, para o bem de todos’.

Projetada em conjunto com viveiristas e pescadores da Ilha, a nova embarcação OYSTER PRO está a ser desenvolvida pela SunConcept e pretende ser um exemplo de futuro na navegação da Ria Formosa, promovendo práticas mais sustentáveis e de carbono zero no acesso aos viveiros de amêijoas, ostras, transporte de pescado e outros serviços de apoio à comunidade.

Um investimento que os empresários e viveiristas locais esperam vir a trazer benefícios para toda a comunidade, nomeadamente com a instalação de unidades de geração de energia fotovoltaica e unidades de carregamento no Porto de Abrigo da Culatra.

Para a empresa construtora, foram imperativos do projeto ‘silenciar o ruído de motores, anular a pegada de C02, eliminar os hidrocarbonetos despejados nas águas da Ria Formosa, e garantir uma relação harmoniosa com o ecossistema, tornando a operação sustentável, equilibrada, economicamente viável, e de acordo com os planos de sustentabilidade ambiental europeus’.

A SunConcept explica que se trata de um barco ‘profissional, simples, prático e amigo do ambiente, com propulsão elétrica, que utiliza o sol como fonte de energia’ e que tem um impacto ‘reduzido ou nulo no ecossistema, reduzida manutenção e custos de exploração tendencialmente nulos’.

Integrada no Projeto Culatra 2030, a nova construção contou com o financiamento do Programa Operacional MAR 2020.